Nossa Visão:

Ganhar tantas pessoas possíveis para o Reino de Deus. Gerar discípulos maduros para cumprir os propósitos bíblicos na Igreja local e no mundo e, transformar pessoas comuns em extraordinários discípulos de Cristo.

Nossos Valores:

Somos uma Igreja bíblica; culturalmente contextualizada, litúrgica e contemporânea, que prioriza pessoas em vez de estruturas ou regras humanas; Que busca excelência em seus ministérios e celebrações; Que gera membros comprometidos com a visão da denominação, cujo discurso e ações são marcados pela coerência e transparência.

Doutrina:
Nova Declaração de Fé e Prática – Aliança ICNV / Catedral Prefácio

A Igreja é tão forte quanto as verdades que a sustentam e norteiam. Por isso, nós da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida procuramos definir e defender as verdades que nos identificam como uma denominação de linha evangélica, reformada e continuísta.

No centro da nossa confissão está o Evangelho de Jesus Cristo – a verdade gloriosa de que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para que pecadores fossem reconciliados com Deus. O Evangelho é a nossa paixão principal e a força motriz da nossa pregação, adoração, comunhão e missão.

A partir desse centro doutrinário, também defendemos a visão reformada da salvação (as doutrinas da graça), a justificação pela graça mediante a fé somente e a convicção da autoridade inspirada e inerrante das Escrituras Sagradas.

Apesar dessa concordância com os temas centrais da Reforma Protestante, divergimos de algumas tradições reformadas, a saber: o pedobatismo, o cessacionismo (a crença de que alguns dons do Espírito cessaram após a geração apostólica) e certos modelos de governo eclesiástico (presbiteriano e congregacional).

Em suma, desejamos que todas as nossas convicções e definições doutrinárias inspirem uma paixão pela igreja local. Cremos que igrejas locais fieis e saudáveis são o meio principal para o cumprimento da Grande Comissão, além de servirem para a edificação dos crentes em santidade, sua capacitação para o serviço e o testemunho eficaz da graça salvadora de Deus.

As Escrituras Sagradas (Dt 32.46-47; Sl 1.1-6; 19.7-11; 2Tm 3.14-17; 2Pe 1.20-21)

Reconhecemos a Bíblia – os 39 livros do Antigo Testamento e os 27 livros do Novo Testamento – como o registro fiel da Palavra de Deus. A Bíblia é o único registro essencial e infalível da autorrevelação de Deus à humanidade. Ela é suficiente para a salvação pela fé em Jesus Cristo. Além do mais, as Escrituras são plenamente e verbalmente inspiradas por Deus. Portanto, a Bíblia está isenta de todo erro, conforme registrada em seus manuscritos originais. Cada livro da Bíblia deve ser interpretado a partir do seu contexto e propósito originais e estudado em um espírito de reverente obediência ao Senhor que nos fala poderosamente por seu intermédio. Todos os crentes devem estudar as Escrituras diligentemente e aplicá-las inteiramente às suas vidas. As Escrituras são a regra final e o guia fiel para toda a vida, prática e doutrina cristã. Elas são inteiramente suficientes e nada lhes deve ser removido ou acrescentado, seja por meio da tradição da Igreja, revelações extra-bíblicas ou sabedoria humana. Toda formulação doutrinária – seja ela em forma de credo, confissão ou sistema teológico – deve ser testada pela pleno conselho de Deus nas Escrituras Sagradas.

Deus é Triúno (Gn 1.26; Mt 3.16-17; 28.19; 2Co 13.14; Ef 1.3-14; 4.4-6)

Existe um único Deus: infinito, eterno, todo-poderoso e perfeito em santidade, verdade e amor. Na unidade de Deus existem três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, todos co-existentes, co-iguais e co-eternos. O Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito e o Espírito não é o Pai, mas cada pessoa é verdadeiramente Deus. Um Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – é a fonte de toda vida e fé cristã.

Deus Pai (Gn 1.1 – 2.25; Sl 8.1-9; 19.1-6; 33.4-11; Is 43.13; Rm 8.28-30)

Deus Pai é o Criador dos céus e da terra. Pela sua Palavra e para a sua glória, ele criou o mundo do nada de forma livre e sobrenatural. Pela mesma Palavra ele também sustenta diariamente todas as suas criaturas. Ele governa sobre todas as coisas e é o soberano sobre toda a criação. Seus planos e propósitos jamais serão frustrados. Ele é fiel a todas as suas promessas e opera todas as coisas para o bem dos que o amam. Em sua graça insondável ele enviou seu Filho, Jesus Cristo, para redimir a humanidade. Ele criou o ser humano para ter comunhão com ele e intencionou que toda a criação exista para o louvor da sua glória.

Jesus Cristo (Mt 1.18-25; Mc 10.45; Jo 1.1-14; 1Co 15.3-8; Rm 3.21-26; 8.31-34; Ef 1.20-23; Fp 2.5-11; Cl 1.15-20; 2.9; 1Tm 2.5-6; Hb 1.1-4)

Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, é o Verbo eterno e encarnado, concebido de maneira sobrenatural pelo Espírito Santo e nascido de uma virgem, Maria. Ele foi perfeito em sua natureza, ensino e obediência. Ele é verdadeiramente Deus e homem. Ele sempre esteve com Deus e é Deus. Por meio dele todas as coisas vieram a existir e foram criadas. Ele existia antes de todas as coisas e por meio dele e da sua palavra poderosa todas as coisas subsistem. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação e nele habita a plenitude da divindade corporalmente. Ele é o único Salvador dos pecados do mundo, pois ele derramou o seu sangue e morreu uma morte vicária na cruz do Calvário. Pela sua morte em nosso lugar, ele revelou o amor de Deus e confirmou a justiça de Deus ao remover a nossa culpa e nos reconciliar com Deus. Após nos redimir do pecado, ao terceiro dia ele ressuscitou corporalmente do túmulo, derrotando a morte e os poderes das trevas. Em seguida, apareceu a mais de 500 testemunhas ao longo de um período de 40 dias, dando diversas provas convincentes da sua ressurreição. Ele subiu aos céus de onde, à destra do Pai, ele intercede continuamente pelo seu povo e reina como Senhor de todos. Ele é o Cabeça do seu corpo, a Igreja, e merece a adoração, devoção, serviço e obediência de todos.

Espírito Santo (Gn 1.2; Sl 104.30; Jo 3.5-8; 14.26; 16.8-11; At 1.8; 2.38; Rm 8.9,15-17; 1Co 12.3; Ef 1.13-14; 2.19-22; 4.3-6)

O Espírito Santo, Senhor e Doador da vida, convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Ele convence o ser humano a arrepender-se dos seus pecados e confessar Jesus como Senhor por intermédio da pregação do Evangelho. Pelo mesmo Espírito confiamos na misericórdia de Deus. O Espírito Santo une os crentes em Jesus Cristo na mesma fé, opera o novo nascimento e habita os regenerados. O Espírito Santo veio para glorificar o Filho, que por sua vez veio para glorificar o Pai. Ele conduzirá a Igreja ao entendimento correto e à aplicação correta da verdade da Palavra de Deus. Ele deve ser respeitado, honrado e adorado como a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

O Ser Humano (Gn 1.26-31; 2.8-25; 3.1-24; Sl 8.3,4; Rm 3.9-20; Ef 2.1-3)

Deus fez o ser humano – homem e mulher – à sua imagem e semelhança para ser a coroa da criação, para que vivesse em comunhão com ele. Deus criou o primeiro casal e estabeleceu o casamento como uma união exclusiva e vitalícia entre um homem e uma mulher para espelhar a fidelidade mútua da comunhão entre o Criador e a sua criação especial. Após ser tentado por Satanás, o primeiro casal rebelou-se contra Deus. Distante do Criador, mas ainda responsável pelas suas ações, o ser humano tornou-se sujeito à ira de Deus, totalmente depravado e – salvo pela ação redentora da graça – incapaz de voltar-se para Deus. Tal depravação é profunda e abrangente, pois estende-se à mente, vontade e afeições do ser humano. O ser humano não-regenerado vive sob o domínio do pecado e de Satanás. Ele está em inimizade contra Deus, é hostil e oposto a Deus. A raça humana pecadora e decaída, independente dos seus méritos e conquistas, está perdida e sem esperança a parte da salvação em Cristo.

O Evangelho (Mc 10.45; At 4.8-12; Rm 1.16-17; 3.21-26; 1Co 1.18-25; 15.3-8; Gl 6.14; Cl 2.13-15; 1Tm 1.15; 2.5-6)

Jesus Cristo é o Evangelho. As boas novas foram reveladas em seu nascimento, vida, morte, ressurreição e ascensão. A crucificação de Cristo é o centro do Evangelho, sua ressurreição é o poder do Evangelho e sua ascensão é a glória do Evangelho. A morte de Cristo foi um sacrifício substitutivo e propiciatório oferecido a Deus pelos nossos pecados. Ela satisfaz as exigências da santa justiça de Deus e apazigua a sua ira santa. Ela também demonstra seu amor misterioso e sua graça maravilhosa. Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e o ser humano. Não existe outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. No centro de toda doutrina sadia está a cruz de Jesus Cristo e o privilégio infinito que pecadores redimidos tem de glorificar a Deus pelos méritos de Jesus. Portanto, desejamos que tudo que ocorre em nossos corações, em nossas igrejas e em nossos ministérios aponte para a cruz e proceda da cruz.

A resposta do ser humano ao Evangelho (Mt 11.25-30; 28.18-20; Lc 9.23; 14.27,33; Jo 1.12-13; 6.44; 15.16; Rm 8.28-30; 9.1-24; Ef 1.3-14; 2.1-10; Tg 2.14-26)

A resposta do ser humano ao Evangelho depende da eleição livre e incondicional de Deus para o louvor da sua glória. É verdade também que a mensagem do Evangelho só torna-se eficaz para aqueles que verdadeiramente arrependem-se dos seus pecados e, pela graça de Deus, depositam sua fé em Cristo. O Evangelho da graça deve ser pregado sinceramente a todas as pessoas de todas as nações. O arrependimento bíblico é caracterizado por uma mudança de vida e a fé salvífica é evidenciada pelas obras e pelo serviço do Reino de Deus. Ninguém pode ser salvo pelo seu arrependimento ou pelas suas boas obras. Porém, a não ser que alguém esteja disposto a negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Jesus, tal pessoa não pode ser um discípulo de Cristo.

A herança do ser humano por meio do Evangelho (Rm 3.21-26; 5.1-2,9-11; 8.1-4; 1Co 1.30-31; Ef 2.8-10; 1Jo 5.13)

A salvação – o dom gratuito de Deus – provém da graça somente, pela fé somente em Cristo somente, para a glória de Deus somente. Todo aquele que se volta do pecado em arrependimento e volta-se para Cristo e sua morte substitutiva recebe o dom da vida eterna e é declarado justo por Deus; a justiça de Cristo lhe é imputada, sendo assim justificado e plenamente aceito por Deus. Por meio da expiação do pecado em Cristo tal pessoa é reconciliada com Deus Pai e torna-se seu filho. Todo crente é perdoado da dívida do pecado e, por meio do milagre da regeneração, milagrosamente liberto da lei do pecado e da morte para a liberdade do Espírito de Deus.

Santificação (Mt 5.13-16; 24.13; Rm 8.5-17; 12.1-2; 2Co 5.10; Gl 5.16-26; Ef 4.20-24; Cl 3.5-14; 1Tm 4.7,8; Hb 10.35-39; 12.14; 1Jo 1.5 – 2.2; Jd 24-25)

O Espírito Santo é o agente ativo em nossa santificação e procura produzir em nós seu fruto mediante a renovação das nossas mentes e a nossa conformidade crescente à imagem de Cristo. Apesar da presença residual do pecado, o Espírito nos conduz em crescimento no conhecimento do Senhor, resultando em crescente obediência aos seus mandamentos para que outros neste mundo vejam em nós as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai celestial. Todos os crentes devem perseverar na fé cientes de que prestarão contas a Deus por cada pensamento, palavra e ação. As disciplinas espirituais – especialmente a leitura bíblica, a oração, a adoração e a comunhão – são um instrumento vital da graça de Deus para esse fim. Todavia, a esperança final de todo crente para perseverar na fé reside na promessa segura de Deus em preservar o seu povo até o fim.

Capacitação pelo Espírito (At 1.8; 2.38; Rm 8.9; 12.3-8; 1Co 12.1-13,27-31; 14.39-40; Ef 4.11-12; 5.18-21; 1Pe 4.10-11)

Além de operar a regeneração e a santificação, o Espírito Santo também capacita os crentes para o testemunho e o serviço cristãos. Embora todos os crentes verdadeiros sejam habitados pelo Espírito Santo desde a sua conversão, o Novo Testamento também aponta para a importância da obra contínua e capacitadora do Espírito após a conversão. Ser habitado pelo Espírito e ser cheio do Espírito são experiências biblicamente distintas. O Espírito Santo deseja preencher cada crente continuamente com poder maior para a vida e o testemunho cristãos. Para tanto, ele concede seus dons sobrenaturais para a edificação do Corpo e para várias frentes de ministério por todo o mundo. Os dons do Espírito Santo em operação na igreja do primeiro século estão disponíveis hoje e são vitais para a missão da igreja; portanto, eles devem ser buscados e praticados ativamente no contexto da igreja local.

A Igreja (Mt 16.18; 18.15-20; 28.18-20; At 2.42-47; 1Co 12.1-11; Ef 1.3-14; 2.11-22; 4.1-16; 1Tm 2.11-15; 3.1-16; Hb 10.24-25; 13.7,17; 1Pe 2.4-10; 5.1-4)

Deus, pela sua Palavra e pelo seu Espírito, cria a Igreja ao chamar pecadores dentre toda a raça humana para a comunhão no Corpo de Cristo. Pela mesma Palavra e pelo mesmo Espírito, ele guia e preserva essa comunhão redimida. A Igreja não é uma instituição ou denominação religiosa. Pelo contrário, a Igreja universal é composta de todos os que tornaram-se verdadeiros seguidores de Jesus Cristo e que pessoalmente apropriaram-se do Evangelho. A Igreja existe para louvar e glorificar Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Ela também existe para servi-lo ao cumprir fielmente a sua vontade na terra. Isso envolve um compromisso com a pregação do Evangelho e a plantação de igrejas como testemunho por todo o mundo. A missão principal da Igreja é fazer discípulos através da pregação do Evangelho. Deus opera a transformação da sociedade principalmente pela transformação de vidas. Após a conversão, essas vidas redimidas são acrescentadas à igreja local onde elas dedicam-se ao ensino da Palavra, à comunhão, à Santa Ceia e às orações.

Todos os membros da Igreja universal devem ser membros ativos e participantes de uma igreja local. Nesse contexto eles são chamados a viver segundo a Nova Aliança como o povo de Deus e demonstrar a realidade do Reino de Deus. O Cristo assunto aos céus concedeu dons ministeriais à Igreja (incluindo apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) para a edificação, o crescimento e o amadurecimento do Corpo de Cristo. Por intermédio desses dons ministeriais, todos os membros da Igreja são nutridos e capacitados para a obra do ministério. As mulheres desempenham um papel fundamental na vida da Igreja, mas em obediência ao plano de Deus elas não devem exercer autoridade sobre os homens. Liderança na igreja é uma responsabilidade masculina. Tal liderança é constituída por Deus e não pelos homens, embora ela seja reconhecida por outros líderes da igreja. Apesar da legitimidade bíblica dos diversos modelos de governo da igreja, o episcopado dedica-se à necessidade do pastoreio de pastores, tendo em vista a fiel condução da igreja local. No contexto da igreja local, o povo de Deus recebe cuidado e liderança pastoral junto com a oportunidade de empregar os dons concedidos por Deus para o seu serviço na igreja e no mundo.

Os Sacramentos da Igreja (Mt 28.19; At 2.38; Rm 6.1-4; 1Co 10.14-22; 11.17-34; Gl 3.26-27; Cl 2.11-12; 1Pe 3.21)

O batismo nas águas é intencionado somente para aqueles que receberam os benefícios salvíficos da obra expiatória de Cristo e tornaram-se discípulos de Jesus. Portanto, em obediência ao mandamento de Cristo e em testemunho a Deus, à Igreja, a si mesmo e ao mundo, todo crente deve ser imerso nas águas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O batismo nas águas é uma demonstração visível da união do crente com Cristo na semelhança da sua morte e ressurreição. Ele simboliza a morte da sua antiga maneira de viver e retrata de maneira vívida a libertação do crente do domínio do pecado.

Assim como no batismo nas águas, só deve participar da Santa Ceia aqueles que são verdadeiros seguidores de Cristo. Essa ordenança simboliza o partir do corpo de Cristo e o derramar do seu sangue em nosso favor; portanto, ela deve ser celebrada repetidamente ao longo da vida cristã em sinal da participação contínua dos benefícios da morte de Cristo. Ao participarmos da Santa Ceia com uma atitude de fé e autoexame, lembramos e anunciamos a morte de Cristo, recebemos sustento espiritual para as nossas almas e celebramos nossa união com os demais membros do Corpo de Cristo.

A Consumação (Dn 12.2; Mc 13.26-27; Jo 5.28-29; At 1.11; 1Co 15.35-58; Rm 8.18-25; 1Ts 4.13-18; Ap 20.7-15; 21.1 – 22.21)

A Consumação de todas as coisas inclui o retorno visível, pessoal e glorioso de Jesus Cristo, a ressurreição dos mortos e o translado de todos os vivos em Cristo, o julgamento dos justos e dos ímpios, bem como o cumprimento do Reino de Cristo nos novos céus e na nova terra. Na Consumação, Satanás com todas as suas hostes e todos os que estão fora de Cristo serão finalmente separados da presença benevolente de Deus e enfrentarão o castigo eterno; porém, os justos, em corpos glorificados, viverão e reinarão com Deus para todo sempre. Nas bodas do Cordeiro, a noiva de Cristo – a Igreja – estará na presença de Deus para sempre, servindo-o e dando-lhe louvor e glória sem fim. Então a ansiosa expectativa da criação se cumprirá e toda terra proclamará a glória do Deus que faz todas as coisas novas.

O Credo Apostólico foi um instrumento pedagógico desenvolvido pela igreja antiga entre os séculos II e VII a.D. para resumir o conteúdo central da fé cristã, a fim de ensiná-la aos iniciantes nesta fé e defendê-la das heresias que assolaram a igreja naquele período. Desde então, a Igreja tem feito uso contínuo do Credo Apostólico na instrução dos candidatos ao batismo e também na celebração dominical da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. É importante ressaltar que o Credo é um excelente servo, mas um péssimo mestre na educação cristã. Ele não serve como substituto para o estudo das Escrituras Sagradas – a regra final de fé e prática da Igreja – mas sim como auxílio na compreensão do Deus revelado nos escritos dos profetas e apóstolos.

Esta é a confissão de fé mais usada na adoração pública da Igreja Cristã Ocidental. Suas doutrinas centrais são a Trindade e a Encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo. Talvez a versão mais antiga escrita do Credo, aparentemente usada pelos candidatos ao batismo nas igrejas locais (Roma principalmente), é a versão chamada “Hippolytos” (Credo Interrogativo de Hipólito 215 a.D.) em formato de perguntas e respostas. A forma atual foi primeiramente encontrada nos escritos de Caesarius de Arles (542 a.D.).

Conta-se que o texto primordial do Credo foi escrito pelos apóstolos dez dias após a ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu. Embora esta versão da origem do Credo Apostólico já tenha sido extensamente revista e atualizada, o nome permanece até hoje.

A versão oficial do Credo adotada pela Igreja Cristã Nova Vida é a seguinte:

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador dos céus e da terra;
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
O qual foi concebido por obra do Espírito Santo;
Nasceu da virgem, Maria;
Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos;
Foi crucificado, morto e sepultado;*
E ao terceiro dia, ressurgiu dos mortos;
Subiu ao céu e está assentado à destra de Deus Pai, Todo-Poderoso,
de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos;
Creio no Espírito Santo,
Na Santa Igreja de Cristo,**
Na comunhão dos santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição do corpo
E na vida eterna. Amém.

* A maior parte das igrejas que adotam o Credo Apostólico usa a versão tradicional que contém a afirmação de que Jesus “desceu ao Hades” ou à “mansão dos mortos”. Enquanto há textos bíblicos que dão margem para essa afirmação (dos quais 1Pe 3:18-22 é o mais convincente), sua inserção no Credo veio tarde (séculos V e VI) e não houve unanimidade no desenvolvimento histórico deste texto. Portanto, nós da Igreja Cristã de Nova Vida não incluímos essa afirmação em nossa confissão devido ao seu respaldo bíblico polêmico. Diferentemente das outras afirmações do Credo, é possível excluir esta referência à descida ao Hades sem alterar em nada a doutrina e proclamação dos apóstolos e sem deturpar a mensagem e comunhão da Igreja de Jesus Cristo.
** Não adotamos aqui a afirmação tradicional “Na santa Igreja católica” por razões polêmicas dentro da tradição protestante no Brasil, mas não contestamos a natureza católica da Igreja (ou seja, não questionamos a abrangência “universal” – sentido original da palavra grega “katholica” – do Evangelho, a mensagem viva do corpo de Cristo).

Os Símbolos:

Somos seres emblemáticos. Isto quer dizer que tudo que valorizamos cercamos de símbolos. Quantas vezes alguém volta de uma viagem com uma camiseta do lugar visitado. Creio que neste ato o indivíduo tenta perpetuar, pelo menos um pouco, a sensação de bem estar que sentiu lá. Mas há outros símbolos de maior significado ainda: uma aliança, uma lápide de cemitério, o brazão de autoridade pública, um obelisco, placa memorial ou medalha de vitória.

Assim, na vida cristã há símbolos milenares que nos alimentam e reforçam o que temos por mais sagrado. Aqui há a explicação destes símbolos que a ICNV emprega.

A Cruz é o símbolo da nossa fé. Para os homens uma ofensa. Para os fiéis, um motivo de gratidão e esperança. Um dia foi apenas um instrumento de execução romana. Hoje, é o símbolo da obra de Jesus Cristo que tomou sobre si as nossas dores e os nossos pecados e os derrotou, inclusive pela sua ressurreição no terceiro dia.

A Cruz Celta, que usamos na ICNV, inclui um círculo por trás, representando a presença do Pai. Isto enfatiza que a cruz não foi um acidente de percurso, mas um plano divino firmado desde a início dos tempos.

Toga – Usada como roupa acadêmica pelos mestres das universidades medievais, a toga foi adotada pelas igrejas reformadas e protestantes. Ela significa o compromisso do sacerdote com a comunidade e informa para a congregação a sua função como mestre, pastor e servo. Existem várias formas para a toga, mas a mais comum é a preta com sobrepeliz e o bordão pendular, espécie de peso, que é usado na bainha, remetendo aos grilhões do apóstolo Paulo. Nas mangas, conforme a formação acadêmica do sacerdote, usa-se gandolas variando com o grau de teologia do usuário. Pode ser em várias cores: branca, azul-marinho e cinza.

Estola – No tempo do Império Romano era uma insígnia indicadora de um cargo público, mas para o cristianismo é um dos símbolos de ordenação presbiterial ou diaconal. Ela é sobreposta nos ombros do usuário e significa a autoridade conferida a ele para pregar ordenar e consagrar. As cores da estola variam conforme a época do ano litúrgico.

Cruz peitoral – Conferida ao bispo como sinal de sua militância e autoridade eclesiástica, designando o grau de seu Episcopado.

Anel – Simboliza a aliança entre o anelado e seu objeto anelar. Representa o grau de compromisso e distinção entre os presbíteros e o bispo. O anel sela o patamar de autoridade eclesiástica.

Na tradição cristã o Domingo representa “O Oitavo Dia”. As razões históricas por isso são simples. Foi o dia no qual o Nosso Senhor ressuscitou dos mortos. Logo em seguida, a Igreja começou a se reunir para celebrar a ressurreição semanalmente, inclusive com o partir do pão (A Santa Ceia). É o “Oitavo Dia”, pois aconteceu no dia após o Sábado (Dia de Descanso Hebráico). Este dia passou a ser observado como o Dia do Senhor, que além de apontar para o passado, aponta para o futuro. O Dia do Senhor nos lembra da volta do Nosso Senhor para julgar os vivos e os mortos.

Neste sentido, Domingo é símbolo do que Jesus fez por nós, e em nós pela salvação. Mas, também é o símbolo do que virá – o último e glorioso dia, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará Jesus como Senhor. Então, nós o contemplaremos face a face e entraremos no descanso eterno prometido.

Ideograma referencial à Pessoa de Cristo, duas letras gregas iniciais do nome de Cristo (Cristo) “Chi” (C) e “Ro” (R) unidas e sobrepostas. É usado em todas as celebrações e principalmente em presença de algum bispo.

Historicamente, o clero tem se vestido de modo simples e despojado no exercício do seu ministério. Ligado à imagem de igrejas Católicas e históricas, a ICNV, desde a orientação do nosso fundador, sente que é importante tomar o nosso lugar na história da Igreja, submetendo-nos a esta tradição. O colarinho fala do sacerdote como um servo. Neste sentido, ele responde a Deus pelo exercício deste santo ofício, pois não age por si mesmo, mas em o nome dele.

O termo ambão, também designado abão, qualifica a flâmula ou o estandarte de formato lanceolado, preso à frente do púlpito ou cavalete laico ou pendurado em cruzeiros, onde figuram insígnias episcopais ou a simbologia cristã, obedecendo, nas cores, o ano litúrgico. O ambão serve para anunciar as épocas do Ano Litúrgico e, quando usado nas catedrais protestantes, também anuncia a presença do bispo local.

Historicamente o ambão (abão) teria surgido no segundo século nas igrejas da Ásia lembrando o costume dos missionários e pregadores da Era Apostólica de estender suas capas (casulas) quando da proclamação da Palavra de Deus. Com a organização da Igreja em regiões eclesiásticas (dioceses) os bispos regionais usavam, em suas vestes litúrgicas, símbolos cristãos já incorporados ao cotidiano da Igreja paleo-cristã, que serviriam de modelo para o ambão. Assim, paulatinamente o ambão foi incorporado à práxis do altar. Com a Reforma Protestante, os reformadores passaram a usar o ambão com inscrições além dos símbolos. Ainda hoje é comum se ver, em igrejas evangélicas não litúrgicas, o uso de trechos da Escritura no ambão ao invés da simbologia cristã.

A proclamação da Igreja não está restrita apenas à sua comunicação verbal. A arquitetura do santuário, a disposição dos fiéis e dos ministros eclesiásticos no templo, os símbolos e os gestos usados no culto cristão, todos esses elementos não-verbais fazem parte da nossa proclamação também.

Historicamente a Igreja tem coordenado a sua comunicação não-verbal com o acompanhamento do ano litúrgico, que compreende quatro ciclos: o Ciclo do Natal (começando com a época do Advento, que anuncia a chegada do Messias, até a celebração do Batismo do Senhor), o 1o. Ciclo do Tempo Comum (que enfatiza o anúncio do Reino de Deus desde a segunda-feira após o Batismo do Senhor até a véspera da Quarta-Feira de Cinzas), o Ciclo da Páscoa (que comemora a morte e ressurreição do Nosso Senhor, começando com a Quarta-Feira de Cinzas, passando pela Quaresma e Domingo da Ressurreição até o dia de Pentecostes) e o 2º Ciclo do Tempo Comum (que enfatiza a vivência do Reino de Deus, observado desde o dia de Pentecostes até o período do Advento, que começa no primeiro dos quatro domingos que antecedem o dia do Natal).

Cada um dos ciclos do ano litúrgico cristão é simbolizado por uma cor diferente do ambão (veja o texto anterior).

Branco e a cor de ouro simbolizam a Divindade, luz, glória, alegria e vitória. Estas cores são usadas para celebrar a obra redentora de Cristo no Natal, no Domingo de Páscoa e na Ascensão do Senhor.

Vermelho é símbolo do fogo e do sangue dos mártires, usado nas celebrações do Espírito Santo como o dia de Pentecostes.

Roxo ou lilás caracterizam as épocas do ano cristão dedicadas à reflexão, arrependimento e preparação, como o Advento e a Quaresma.

Verde é a cor da natureza, da vida e do crescimento e é usado ao longo dos ciclos do Tempo Comum por ser uma cor que denota estabilidade e constância.

Preto denota a morte e o luto e é usado na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira da Paixão.

O uso dessas cores, ao longo do ano cristão, nos ajuda a trazer à memória continuamente as etapas da vida do Nosso Senhor Jesus Cristo e as diversas maneiras como o Deus Trino – Pai, Filho e Espírito Santo – tem agido na história para nos resgatar e nos transformar de glória em glória à sua imagem e semelhança.

O gesto reflete o que há dentro de nós. Se alguém nos estende a mão, só por razões muito fortes deixaríamos de corresponder com o mesmo gesto. Assim, há um lado físico e evidente da nossa intenção. Isto se faz muito evidente quando nos ajoelhamos em oração. Além de expressar a intenção de buscar nos humilhar na presença de Deus, o próprio gesto nos auxilia internamente. Há, por assim dizer, um diálogo entre o nosso corpo e nosso ser interior. Ao fazer o que queremos, passamos a querê-lo mais. Por isso, ao ajoelharmos para nos humilhar, nossa alma se humilha também. E neste sentido, nossas orações são mais sentidas, falamos com mais cuidado na presença de Deus e o benefício da oração (que é de nos aproximar a Deus) se torna mais acessível.

O ato simbólico de levantar as mãos tem vários sentidos. O primeiro fala de uma rendição. Mas, há um sentido em que nós nos prostramos na presença de Deus ao levantar as nossas mãos. Ainda há um sentido de nós reconhecermos que nossa esperança vem do alto. Em todo caso, nas igrejas pentecostais, este gesto é bastante comum e acontece frequentemente quando a congregação se põe de pé para louvar a Deus ou para orar.

A Imposição de mãos é um gesto que representa a transmissão de uma graça ou benção divina. Não que haja poder em nossas mãos. Mas como um símbolo, nós praticamos este gesto em casos de ordenação e oração pelos enfermos (que, inclusive, pode ser acompanhado por unção com óleo, ou não).

O símbolo das três igrejas foi criado pelo Bispo Primaz Walter McAlister na mesma ocasião da formação da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida, há 18 anos, e adotado com o símbolo oficial da denominação. Ele descreve tanto a identidade individual, como também a ligação entre as igrejas.


A Forma de Governo

Em 1976, a Igreja Pentecostal de Nova Vida (nome original da denominação) passou por um processo de desconforto e redefinição. A liderança, na forma que se achava na época, era inadequada para fazer face às necessidades criadas pelo crescimento e multiplicação das igrejas. Esta igreja, pentecostal, missionária e apostólica, por natureza, teve que se adaptar a sua nova realidade. Sob a regência do seu fundador, Reverendo Roberto McAlister, foi adotado o governo episcopal; isto é, uma igreja regida por bispos. Ele se tornou o primeiro Bispo da IPNV e, logo em seguida, ordenou outros dois para serem seus auxiliares.

Muito tempo se passou desde então. Muitas mudanças ocorreram desde o falecimento do Bispo Roberto em 1993. Hoje, o seu filho e sucessor, Walter Robert McAlister Junior, é o Bispo Primaz da Igreja Cristã Nova Vida e há 18 anos conduz a igreja, capacitado por Deus e com o auxílio de um Colégio de Bispos. O Bispo Primaz representa a denominação interna e externamente e dá voz à visão da ICNV.

Não há um exercício de poder na Aliança, mas de autoridade constituída por Deus e reconhecida pelos que acham no seu líder aquele que pode dar coesão e direção à denominação.

Saiba mais sobre o sistema de Aliança.


A Nossa História

A Igreja Cristã Nova Vida nasceu do ministério do Bispo Roberto McAlister. Bispo Roberto McAlisterChegado ao Brasil em 1960, iniciou um programa de rádio depois de apenas um ano de estudo da língua portuguesa. Em pouco tempo, o Bispo Roberto começou a realizar cultos públicos no 9º andar da Associação Brasileira de Imprensa, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Quantas pessoas não se lembram do então pastor Roberto na A.B.I.? No início, ele pregava e, ao se despedir das pessoas, as aconselhava a que buscassem uma boa igreja em sua vizinhança. Mas, com o passar do tempo, a visão nasceu e cresceu dentro do Bispo Roberto e ele foi impulsionado, pelos próprios fiéis que o seguiam, a fundar a Igreja Pentecostal de Nova Vida.

Como em nossa vida pessoal, temos necessidade de saber QUEM SOMOS e de ONDE VIEMOS; por isso, surge a mesma indagação em relação à nossa igreja. Afinal, como foram plantadas as suas raízes? Como nasceu a Igreja Cristã Nova Vida? Nossa história, em seu início, se confunde com a vida do seu próprio fundador – Bispo Roberto, como ficou conhecido. Ela teve sua origem vinculada a este missionário, descendente de escoceses, que trouxe para o Brasil uma nova forma de pentecostalismo, diversa das tradicionais, em 1960. É uma longa trajetória que começa nos bisavós do atual Bispo Primaz – Walter McAlister. Hoje, já estamos na quarta geração de pentecostais desta família e com mais de 80 parentes missionários em todo o mundo.

Neste compromisso se insere a nossa visão de futuro, que se conecta com a vocação missionária de nossa origem. Um alvo que nos aproxima mais do Senhor de todas as coisas. Queremos ter um lugar, a Catedral, para que todos possam ver a obra grandiosa de Cristo e em seu anexo o Instituto Bispo Roberto McAlister de Estudos Cristãos para preparar mais e mais pessoas para missões. O Bispo Roberto, nosso fundador, deixou, quando de seu falecimento em 1993, um legado de mais de 50 igrejas em todo o território nacional, além de uma visão séria, honesta e verdadeira do Reino de Deus. Hoje, somos mais de 160 igrejas. O Bispo Walter McAlister Jr., juntamente com o Colégio de Bispos, busca alcançar dia a dia este objetivo.


Nossos Pastores

Pr. Evandro Luis Gomes de Paiva

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Paciência
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 21540-500

Pr. Luis Cláudio de Oliveira

Estrada do Encanamento, 1248
Santa Margarida – Cosmos
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 23060-000

Pr. Jeremias Fernandes de Araújo

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